"Como amar alguém de maneira simples, sem sufocar, sem desiludir, sem a irremediável sensação de que o tempo, sempre vilão nas cantigas de paixão, ameaçe o desejo da felicidade? Não procure respostas, vocês não as encontrarão.
Amar é de alguma maneira ser imperfeito, saber seus limites e enfrentá-los por um bem maior, é na desconfiança confiar, na raiva
sorrir, na mágua perdoar. É de algum jeito ser contraditório, onde tudo leva a crer no ponto final, pegar na mão do ser amado e pontilhar um continuando... Pois já dizia um famoso verso: "Tão contrário a si é o mesmo amor".
(Autor Desconhecido)
... Como que por alívio (cansaço?), suspiro. De alguma forma, "misteriosamente", depois de tanto tempo, a vontade de escrever voltou. Sabe-se lá porque. Vai ver, quem sabe, isso se deva ao fato de que, talvez, queira gritar novamente. Não! Na verdade, dessa vez não desejo gritar. Prefiro calar e, silenciosamente, ato mais corajoso que ouso transformar em ação é permitir que uma lágrima, apenas uma, apenas ELA, caia sobre meu teclado. ELA é aquela que vem depois de atravessar tempos, de passear por intrigantes labirintos, aquela que reluta em sair, mas que é repreendida pela memória (traidora enxerida!), aquela que é única e solitária, aquela que é triunfo do desabafo. Assim, sopro pela segunda vez, para que o vento seja testemunha de quem lhe fala bem baixinho, mas o suficiente para que somente nós escutemos.
Dulce :: Enviado por Dulce - 11:56 ::
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
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