sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sábado, 14 de junho de 2008

Você sabe que está no século 21 quando...

1 - Você acidentalmente tecla sua senha no microondas.

2 - Há anos não joga paciência com cartas de papel.

3 - Você tem uma lista de 10 números de telefone para falar com sua família de 3 pessoas.

4 - Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua.

5 - Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras.

6 - Todo comercial de TV tem um site indicado na parte inferior da tela.

7 - Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 anos, você fica apavorado e volta para buscá-lo.

8 - Você levanta pela manhã e liga o computador antes de tomar o café.

10 - Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps...

11 - Você não sabe o preço de um envelope comum.

12 - A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho).

13 - Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo no celular).

14 - Você digita o "0" para telefonar de sua casa.

15 - Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando com preguiça, volta para casa quando já escureceu.

16 - Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou.

17 - Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.

17 - Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9.

18 - Você voltou para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 17.

19 - E agora você está rindo sozinho.

20 - Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem.

FIM.

Sexta-feira, 13:

"Somos só nós e temos que estar unidos". Amanhã é a missa de 7º dia, tudo bem. Mas daí a ir todo final de semana é quase uma chantagem (por causa do momento). Compreendo que a união é importante e, por isso, vou colaborar dessa forma inicialmente. Depois, demonstrar união de outro jeito. Não concordo com religião imposta: se acham que é isso que falta em minha vida, sem problemas: me sinto bem no "Centro".

Tentativa de auto-animação. Funcionou na pizzaria com S and V, mas foi momentâneo. Pelo menos é um começo. V gostou de mim pessoalmente :S

:: Enviado por Dulce - 14:38 ::
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Quinta-feira, 12 de junho de 2008

Muito mal.

Mas não é pelo dia 12 de junho. É pelo dia 08 de junho de 2008.

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Terça-feira, 10 de junho de 2008

Vento No Litoral

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei!
Que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui
Dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Hum! Hum! Hum! Hum!
Cavalos-marinhos...

Sei que faço isso
Prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

[Alguns fragmentos dessa música são para o senhor: Meu Avô] ...



O senhor nunca disse palavras carinhosas, nunca disse que amava, nem que gostava. O senhor sempre teve aparência durona, eu não percebi antes, mas na verdade não era bem isso. O senhor ensinou que demonstrar é mais importante do que falar. Será que eu demonstrei corretamente? Questiono se não deveria ter sido mais clara, ao menos uma vez. Questiono se o fato de não fazer isso, foi porque eu mesma não tinha me dado conta de que o tempo, talvez, não fosse muito amigável.

É estranho escrever isso para o nada. É estranho escrever isso depois que o senhor se foi. Sei que eu não te diria isso pessoalmente, mas será que o senhor percebeu o que nem eu tinha percebido?



Demorou para a ficha cair e quando aconteceu, foi como se o concreto tivesse ficado com um buraco com sua forma. Eu me surpreendi. O senhor me surpreendeu. É difícil confessar, mas nunca pensei que esse buraco fosse do tamanho que ele é. Nunca imaginei que ia doer como dói. Achei que pelo tempo que passamos afastados seria mais fácil. Mas não foi. Aprendi que o tempo que passamos sem nos ver, nunca te fez ausente. Só me dei conta da realidade, quando cheguei em sua casa. Aquela imagem está bem fixa em minha memória: o senhor num caixão. Como eu poderia imaginar que alguém tão forte, que não conseguia ficar quieto, que reclamava quando não te deixavam fazer suas coisas, iria estar ali, justamente ali? Foi então, só então, que eu acreditei: o senhor não iria voltar... Sempre foi tão forte... se tivesse que voltar, não ficaria tanto tempo ali...



Falar em acreditar, o senhor acredita que, só agora soube que estava torcendo por mim? Duas ou três semanas antes, como o senhor mesmo disse, conheceu parte de mim que ainda não tinha tido a chance de perceber (este foi o ponto em que a distância atrapalhou). Ainda bem que pude te orgulhar um pouco. Soube que se orgulhou de mim quando lhe falei sobre os meus planos para o futuro. Que a partir daquele momento, o senhor me chamou de jovem decidida e disse que meu futuro era promissor. Queria tanto te dar o gosto de passar no concurso que estava fazendo no dia que o senhor se foi... não sei se isso vai ser possível, mas, pelo senhor, não deixei de comparecer no dia da prova, pelo senhor, mesmo sabendo que não iria me concentrar, eu tentei.

Alguns fragmentos me perseguem e, assim será, até meu último instante... Lembro:



- De seus planos com o sítio, de como gostava de nos ver passeando por lá, de como gostava de nos mostrar frutas e bichos.



- Da sua mania de guardar bagulhos, como diziam.



- Do seu prazer em consertar tudo.



- Casa de baixo para casa de cima: "Vovô! Quero bala!".



- "Vovô! O senhor sabe consertar minha televisão?".



- "Vovô! Vamos fazer a brincadeira da mesa?!".

- "Quero ver o quartinho".

Lembro também:

- Quando me escondia atrás da cortina e o senhor, em conjunto com minha tia, "não conseguia" me achar.

- E minha primeira queda de bicicleta? Pedi para o senhor colocar as rodinhas para eu não cair novamente. O senhor recusou, me ajudou a levantar e me empurrou para outra tentativa. Se não fosse seu ?não?, talvez ainda não soubesse andar de bicicleta.



Nossa! O senhor comprou um computador para quando fôssemos visitá-lo e para se comunicar com a gente por msn. Dói muito ainda ter seu e-mail entre os meus contatos. Nem chegamos a nos falar...

Me disseram que o senhor ainda iria fazer a piscina que planejava. Mas isso não foi verdade...

Acho que o senhor deixou muitas reticências ...

...


Queria que estivesse aqui. Ou que estivesse em Aquidabã... Queria apenas saber que poderia passar muito tempo, mas que ainda iria te ver, que ainda ia poder contar com o senhor. Porque apesar do tempo que passamos longe um do outro, o que me fazia bem era essa certeza.

:: Enviado por Dulce - 17:38 ::
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Quarta-feira, 4 de junho de 2008

"Como amar alguém de maneira simples, sem sufocar, sem desiludir, sem a irremediável sensação de que o tempo, sempre vilão nas cantigas de paixão, ameaçe o desejo da felicidade? Não procure respostas, vocês não as encontrarão.
Amar é de alguma maneira ser imperfeito, saber seus limites e enfrentá-los por um bem maior, é na desconfiança confiar, na raiva
sorrir, na mágua perdoar. É de algum jeito ser contraditório, onde tudo leva a crer no ponto final, pegar na mão do ser amado e pontilhar um continuando... Pois já dizia um famoso verso: "Tão contrário a si é o mesmo amor".

(Autor Desconhecido)


... Como que por alívio (cansaço?), suspiro. De alguma forma, "misteriosamente", depois de tanto tempo, a vontade de escrever voltou. Sabe-se lá porque. Vai ver, quem sabe, isso se deva ao fato de que, talvez, queira gritar novamente. Não! Na verdade, dessa vez não desejo gritar. Prefiro calar e, silenciosamente, ato mais corajoso que ouso transformar em ação é permitir que uma lágrima, apenas uma, apenas ELA, caia sobre meu teclado. ELA é aquela que vem depois de atravessar tempos, de passear por intrigantes labirintos, aquela que reluta em sair, mas que é repreendida pela memória (traidora enxerida!), aquela que é única e solitária, aquela que é triunfo do desabafo. Assim, sopro pela segunda vez, para que o vento seja testemunha de quem lhe fala bem baixinho, mas o suficiente para que somente nós escutemos.

Dulce :: Enviado por Dulce - 11:56 ::
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Quarta-feira, 25 de julho de 2007

"Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz - com todo respeito - é apenas o que você diz. "

(Martha Medeiros)

:: Enviado por Dulce - 7:52 ::
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Terça-feira, 22 de maio de 2007


5 de Copas

Momento de encarar os fatos

O 5 de Copas é o seu arcano do aconselhamento nesta tiragem, Dulce, e vem para lembrar deste momento como sendo importante para que você possa ver as coisas que você evitava ver. Chega de ilusões auto-impostas! Por mais dolorido que seja, é hora de identificar o que precisa ser mudado e parar de projetar expectativas excessivas nos outros, afinal isso não é justo nem com você, nem com os outros. Confronte-se com os fatos, ainda que uma parte sua evite tacitamente fazê-lo, por puro medo de sofrer. Lembre-se que sofremos mais ainda quando insistimos em histórias que não dão certo. A maior parte de nossos sofrimentos deriva de insistências tolas que fazemos, a despeito de todos os conselhos em contrário.

Conselho: Só nos enganamos quando queremos. Acorde!

:: Enviado por Dulce - 18:27 ::
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Terça-feira, 22 de maio de 2007

A GENTE SE ACOSTUMA


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: "hoje não posso ir". A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.


Marina Colassanti

:: Enviado por Dulce - 18:13 ::
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